Esmoriz GC tropeça contra AA Espinho e fecha má jornada dupla

Por em 06/12/2017

No voleibol nacional, a rivalidade entre Esmoriz e Espinho é antiga e tem barbas. Por isso, quando se colocam frente a frente Esmoriz GC e; ou SC Espinho ou AA Espinho, qualquer resultado pode acontecer. Foi precisamente essa máxima a verificada em jogo a contar para a 13ª jornada da I Divisão de Seniores Masculinos: o EGC recebeu a Académica e, apesar do seu favoritismo, não foi além de um 1 x 3 (22 x 25 | 24 x 26 | 25 x 22 | 18 x 25) e de uma exibição cinzenta perante os seus adeptos.

O Esmoriz até vinha de uma boa fase, com vitória moralizadora perante o Castêlo da Maia GC e, no início da jornada dupla do passado fim de semana, uma boa exibição contra um super Sporting CP. Por isso, num jogo do «seu campeonato», a formação da Barrinha procurava manter a luta pelos 8 primeiros da tabela onde, antes da partida, era precisamente 8º.

Bruno Lima não fez poupanças e chamou ao campo o seu 6 base com Bruno Gonçalves, Ricardo Alvar, Mário Fortes, José Pedro, André Rosa, Paulo Gomes e os líberos Diogo Neto e Pedro Ribeiro. Mas os homens fortes do técnico esmorizense não estavam em dia sim e, excetuando alguns rasgos pontuais, nunca pareceram confortáveis no desafio. A AA Espinho, por seu turno, encarou este jogo de forma desinibida e, à medida que o marcador foi avançando a seu favor, cresceu e tornou-se um adversário difícil de travar.

Logo desde o primeiro set, os comandados de Ricardo Teixeira entraram personalizados e praticaram um voleibol ao nível de uma equipa consciente e de meio da classificação: sem grande espetacularidade e risco mas, ao mesmo tempo, sem erros de maior. Municiados pelo seu zona 4, Manuel Silva, a equipa teve quase sempre o ascendente e triunfou por 25 x 22. O EGC ainda acordou na fase final do parcial e esteve a escassos dois pontos quando as contas ditavam um 21 x 23, mas um tempo técnico pedido pelos espinhenses deu novo folego aos visitantes e garantiu-lhes o avanço.

O EGC não conseguia mais do que tentar rebater e, no 2º set, a história manteve-se. A receção dos da casa ia perdendo qualidade e, à custa disso, todo o jogo do Esmoriz ficava prejudicado. A sofreguidão ainda deixou que a luta se intensificasse até à vantagem, mas com um pulso mais firme, a Académica voltou a ficar por cima e fechou com 26 x 24 a seu favor. Assim, um ponto estava atribuído e os outsiders já não iam sair de Esmoriz de mãos a abanar.

Restava esperar que o Esmoriz GC fosse capaz de dar a volta por cima e, pelo menos, resgatar os dois pontos que sobravam. Pensando nisso mesmo, Bruno Lima mudou as peças do jogo. Não que tenha apostado fortemente em jogadores suplentes, pois David Marques, Miguel Pimpão e Eduardo Santos tiveram pouco tempo em campo para deixar a sua marca. Na realidade, André Rosa e José Pedro trocaram de posição e o segundo assumiu a receção. Nesse capítulo, Pedro Ribeiro também passou a alinhar no side out e relegou Diogo Neto para o banco de forma definitiva. O resultado foi um 25 x 22 a favor do EGC e um penso rápido nas feridas dos adeptos locais.

Começava a acreditar-se que o pesadelo ainda podia acabar em final feliz. Mas o EGC acusou o facto de ainda ter muito que trilhar para consumar a remontada e voltou a jogar mal no 4º set. Aliás, apresentou-se mesmo no seu pior momento exibicional de todo o encontro, aliando um desacerto quase total no ataque. A Académica encheu-se de manha e explorou como quis o primeiro toque esmorizense. Sobressaiu um enorme Caetano para o lado dos visitantes, gigante no bloco e extremamente eficaz na conclusão. O camisola 14 academista foi o que mais contribuiu para que o jogo fechasse com o desequilibrado 25 x 18 a favor dos seus.

Cabisbaixos, os jogadores da Barrinha despediram-se com a derrota e sabendo que agora ocupam o 9º lugar da classificação. A equipa foi ultrapassada pelo Vitória SC, conjunto que venceu em Viana do Castelo e em casa do «lanterna vermelha». Ou seja, o Esmoriz GC complicou a sua própria vida e aborda os próximos compromissos, contra SC Espinho e Leixões SC, sem margem de erro. Contra os leixonenses, pelo menos, a vitória torna-se praticamente obrigatória.

Para que isso aconteça, a equipa tem de abordar todos os jogos nos limites. Aos microfones da AVfm, Bruno Lima salientou que é crucial que a equipa não pense em encontros ganhos antes de entrar em campo. Este é um campeonato onde, tirando os crónicos candidatos que raramente tropeçam, todos podem vencer em qualquer lado. Por isso, a equipa do Esmoriz GC – que tem valor, saliente-se – não pode ser sobranceira em nenhum momento, mesmo contra adversários teoricamente acessíveis; como era esta Académica de Espinho.

Pedro Silva foi o repórter da AVfm no local. Ouça as entrevistas aos técnicos:

Bruno Lima – Treinador do Esmoriz GC

 

Ricardo Teixeira – Treinador da AA Espinho

 

Agora há que pensar no próximo desafio. Antes de regressar à I Divisão, o EGC entra na Taça de Portugal em jogo dos oitavos de final. O adversário é o primo-divisionário AAS Mamede, atualmente em posição periclitante no campeonato. Mas na memória está o jogo de Outubro entre ambos onde, em casa, o Esmoriz perdeu por 3 x 1 (embora, posteriormente, tenha vencido «na secretaria»). Ou seja, todo o cuidado é pouco!

Uma partida que será acompanhada em direto na AVfm…

 


Fotos: Pedro Silva
Texto: Pedro Silva
Áudio: Jaime Valente

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