Ovarense DV reagiu a meio da corrida mas ainda a tempo de vencer o Eléctrico FC

Por em 11/01/2018

A Ovarense Dolce Vita percorreu uma longa distância, até ao limite sul do Ribatejo, para derrotar o Eléctrico FC na décima terceira jornada (segunda da 2ª volta da 1ª fase) do Campeonato Nacional de Basquetebol.

À entrada para a jornada, a Ovarense era 9ª classificada (com 4 vitórias e 8 derrotas) e o Eléctrico era penúltimo (com 2 vitórias e 10 derrotas), mas nem por isso se previa vida facilitada para a equipa vareira.

Um jogo de duas fases completamente distintas, no primeiro e segundo tempo, deu a vitória da ODV sobre o EFC pelo parcial de 63-73. Ficou, no entanto, o alerta para a Ovarense não voltar a repetir a primeira parte adormecida no que resta da época.

Mas antes de conhecermos a estória da partida, vamos ao cinco inicial de ambos os lados…

Marco Galego, técnico da formação de Ponte de Sôr, analisando algumas baixas e a impossibilidade de utilizar já alguns reforços, decidiu apostar num cinco composto por Darius Gibson, André Minguéns, Earnest Jr., Kevin Coronel e Mário Neves.

Já Nuno Manarte, timoneiro vareiro, recuperou a formação inicial dos últimos jogos e avançou com o cinco constituído por Will Perry, Kyle Anderson, João Grosso, Jermel Kennedy e Cristóvão Cordeiro.

O primeiro período, após os iniciais minutos de adaptação aos esquemas, entrou num ritmo frenético. Praticamente não era permitido o normal decorrer dos tempos de ataque de ambos os lados. A consequência deste elevado ritmo devia-se ao facto das defesas não conseguirem assentar, abrindo demasiados espaços para os atacantes; e também porque os ataques eram muitas vezes precipitados, reduzindo consideravelmente o índice de eficácia nos lançamentos. Toda esta correria resultou num período com uma pontuação elevada para o nosso campeonato (23-22), apesar do desacerto nos tiros.

O segundo período foi de longe o mais fraco da partida. E foi sobretudo para a Ovarense que – por mais difícil que seja de acreditar – apenas marcou um lançamento de campo durante todo o tempo de jogo (os outros 4 pontos foram conquistados a partir da linha de lance livre). A bola teimava em não querer entrar dentro do cesto e o que valeu ao vareiros foi o Eléctrico só ter acelerado bem perto do intervalo, abrindo a vantagem «apenas» para a casa dos 8 pontos. Ao intervalo, o resultado cifrou-se num 36-28, o que poderia até ter sido bem pior.

No meio de várias estatísticas equilibradas por altura do descanso, havia uma que explicava a diferença entre as equipas. Quando se olhava para a percentagem de lançamentos (53,6% para o Eléctrico e 25,7% para a Ovarense) percebia-se o estrago que o jogo interior assertivo da equipa da casa (63,6%) fazia na defensiva vareira.

Apesar de estar condicionado fisicamente, o ex-libris desta eficácia interna era Kevin Coronel, que soube aproveitar muito bem algumas distrações dos vareiros (16 pontos com 8 lançamentos certeiros em 9 tentativas).

Soou o alarme ao intervalo e depois de um «puxão de orelhas» de Nuno Manarte aos seus pupilos, a transformação para o segundo tempo foi completa. Com uma atitude renovada, a ODV foi bastante mais agressiva nas linhas defensivas (com algumas pressões a todo o campo), provocando turnovers no adversário, dificultando o ataque mais cerebral do Eléctrico e conseguindo vários pontos conquistados em contra-ataques rápidos.

Toda esta agressividade e trabalho árduo acabaram por ser premiados ainda antes do término do terceiro período. A formação vareira passou para a frente do marcador com um parcial de 46-51 e realizou o seu melhor período (23 pontos).

O último período trouxe mais do mesmo, uma Ovarense operária que, apesar de não estar particularmente inspirada nos lançamentos, viu o seu esforço redobrado compensar algum desacerto na hora de encestar o esférico. Depois da liderança ter chegado aos 13 pontos, esta acabou por estabilizar num resultado final de 63-73, dando uma vitória suada mas justa face à produção dos forasteiros no segundo tempo.

As estatísticas finais não desmentem uma reacção na segunda parte, o que obrigou os anfitriões a cometer demasiados turnovers (20) bem forçados pelos 10 roubos de bola da Ovarense. E mesmo com um ataque desinspirado na partida (37,5% no lançamento), os 26 pontos fáceis a partir de contra-ataques rápidos ajudaram a balancear o menor acerto.

Individualmente falando, o grande contribuidor dos 10 roubos de bola dos vareiros foi mesmo Jermel Kennedy, responsável por metade deles. Contudo, não ficou por aí: 21 pontos, 10 ressaltos e 2 desarmes de lançamento. Aliás, os jogadores estrangeiros da Ovarense estiveram inspirados e tanto Will Perry (21 pontos, 3 ressaltos e 2 assistências) como Kyle Anderson (16 pontos, 3 ressaltos e 2 roubos de bola) foram peças fundamentais na recuperação dos visitantes.

Já do lado dos da casa, Kevin Coronel, muito graças à sua 1ª parte, foi o maior destaque (21 pontos, 12 ressaltos, 3 assistências e 2 desarmes de lançamento), não deixando de ser bem secundado por Tiago Pinto (16 pontos) e Darius Gibson (13 pontos).

Helder Ferreira foi o repórter da AVfm no local. Ouça as entrevistas aos técnicos:

  • Declarações Ovarense DV | Nuno Manarte:

 

  • Declarações Eléctrico FC | Marco Galego:

 

Depois da sua quinta vitória, a Ovarense Dolce Vita terá agora uma excelente oportunidade para chegar à sexta já no próximo sábado, ao defrontar o último classificado, Barreirense Dif Broker, no seu reduto. No entanto, os jogadores de Nuno Manarte terão de ter cuidado, uma vez que os barreirenses vêm da sua primeira vitória para o campeonato e estão moralizados para chegar à segunda.

 


Foto:  Helder Ferreira
Texto:  Helder Ferreira
Áudio: Jaime Valente


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