Ovarense Basquetebol: fim-de-semana de gala com vitórias «raçudas» no masculino e feminino

Por em 31/01/2018

À entrada para a décima sexta jornada nos campeonatos masculinos e femininos de basquetebol, as equipas masculina e feminina da Ovarense Basquetebol tinham pela frente classificações distintas, realidades distintas, adversários de gabaritos distintos, mas uma igual fome pela vitória no seu reduto.

A Ovarense DV, à entrada da jornada, era a sétima classificada e defrontava o Vitória Sport Clube, quarto classificado. Os vimaranenses estavam numa fase menos conseguida da sua época mas, ainda assim, eram um oponente de grande valor e vieram complicar ao máximo a conquista dos dois pontos para os vareiros.

Já a AD Ovarense de Jorge Maia estava no fundo da tabela e recebia o Algés (jogo em atraso da 13ª jornada), penúltimo classificado, acreditando plenamente na sua capacidade de vencer um rival directo na luta pela manutenção.

Os rapazes tiveram maiores dificuldades e reservaram mesmo para os últimos segundos a vitória «muito suada» de 85-84. Jermel Kennedy foi a figura de destaque nos momentos decisivos.

As meninas estiveram a correr atrás do resultado durante grande parte do encontro. No entanto, o último período foi avassalador e conduziu-as a uma vitória folgada pelo parcial de 72-60, ultrapassando assim o Algés na classificação da Liga Feminina.

Ovarense DV 85 – 84 Vitória SC

Para o jogo com o Vitória, Nuno Manarte, técnico vareiro, viu-se obrigado a promover uma alteração no 5 inicial em consequência do último confronto para o campeonato, alinhando de início com Will Perry, José Miranda, João Grosso, Jermel Kennedy e Cristóvão Cordeiro.

Quanto a Fernando Sá, treinador do Vitória, lançou para o campo de início, Miguel Cardoso, Lace Dunn, Devaugntah Williams, Nikola Tadic e Roderick Nealy.

Foto: Tiago Carriola

O primeiro tempo trouxe dois períodos bastante amarrados entre as duas formações, com as defesas a superiorizarem-se aos ataques e os turnovers a acumularem-se para ambos os lados (18 no total). Assim, pode falar-se de dois períodos de fraca concretização, sobretudo o segundo, o que culminou num parcial baixo de 30-33 ao intervalo. Valeram os 22 pontos dos vitorianos vindos de lançamentos exteriores bem colocados, o que gerou a vantagem magra ao intervalo.

Tudo muito equilibrado ao descanso, algo bem bem expresso na percentagem de eficácia que ambas as equipas tinham: 46,4%.

No segundo tempo, o cenário foi bem diferente. A velocidade de jogo aumentou, as equipas começaram a cometer os erros, as jogadas encurtaram e, com tudo isso, as defesas começaram a ter menor capacidade em conter as ofensivas contrárias. Até os triplos convertidos aumentaram para mais do dobro neste período do jogo.

Ainda assim, no terceiro período, os vimaranenses eram quem mais sorria, pois ampliaram a sua vantagem para 7 pontos de distância (parcial de 22-26 nesse período).

O quarto e último período do jogo mostrou, contudo, um conjunto vareiro sempre muito activos na busca pelos roubos de bola, o que provocou alguns turnovers indesejados aos visitantes.

Com o cronómetro a escassear, o resultado foi ficando mais equilibrado e a quantidade de pontos em contra-ataque rápido da ODV foi factor decisivo (19 pontos). À entrada para o último minuto de jogo, as equipas estavam separadas por um único ponto de diferença e a tensão era geral. Só que o melhor estava reservado para o fim.

Foto: Tiago Carriola

Depois de ter estado a perder pela diferença mínima, ter dado a volta com um lançamento de dois pontos e ter deixado os visitantes voltarem à dianteira, o momento do jogo apareceria nas duas últimas jogadas… com Jermel Kennedy como personagem principal.

De um lançamento lateral, a bola chegou às mãos de Kennedy que, num movimento de corrida lateral, ganhou espaço frontal para o cesto e avançou até afundar, literalmente, em cima de Roderick Nealy. Uma jogada espectacular e que levou o público todo a levantar-se das cadeiras para celebrar efusivamente.

Sobravam ainda 4 segundos no placard, tempo mais do que suficiente para os forasteiros saírem vitoriosos. Mas Jermel iria novamente estar no caminho da jogada desenhada por Fernando Sá. Numa rreposição feita na lateral, o poste canadiano adivinhou o sentido da bola e interceptou o passe, guardando o esférico até o término do encontro e selando a vitória pelo parcial tangencial de 85-84.

Ouça as entrevistas de Helder Ferreira aos técnicos da partida:

  • Declarações Ovarense DV | Nuno Manarte:

 

  • Declarações Vitória SC | Fernando Sá:

 

As estatísticas finais eram o espelho do equilíbrio, mas os 20 turnovers (a partir de 11 roubos de bola), mais os 48 pontos na zona restricta e os 19 pontos em contra-ataque rápido foram um grande peso na hora de atribuir mais 2 pontos à ODV.

Houve muito boas contribuições pelos atletas vareiros. O destaque é sobretudo dois estrangeiros, Jermel Kennedy (15 pontos, 9 assistências, 4 ressaltos e 4 roubos de bola) e Will Perry (18 pontos, 6 assistências e 5 ressaltos).

AD Ovarense 72 – 60 Sport Algés Dafundo

Jorge Maia, timoneiro vareiro, dadas ainda algumas limitações, decidiu apostar numa formação com Ana e Gabriela Raimundo, Sofia Pinheiro, Ana Santos e Alison Bouman.

Já Paulo Vieira, técnico do Algés, faz alinhar Margarida Junqueira, Constança Gonçalves, Bárbara Bilro, Rita Santos e Artemis Afonso.

Numa partida em que se defrontavam as últimas classificadas, o primeiro tempo proporcionou um jogo bem rasgado entre as duas formações. O Algés esteve sempre um ligeiro passo à frente, muito por culpa do seu jogo exterior. Quanto as anfitriãs, com uma grande batalha no jogo interior, conseguiram chegar ao intervalo a apenas 5 pontos das adversárias.

Na segunda parte e com a inclusão de Mikaela Shaw de início (dava sinais positivos depois de uma longa paragem), Jorge Maia viu as suas meninas trazerem uma atitude bem mais aguerrida. No final do terceiro período, a desvantagem da Ovarense era mínima (51-52) e deixava antever uma reviravolta cada vez mais próxima.

O último período foi mesmo ao encontro das pretensões vareiras. Com as duas postes norte-americanas já em campo e uma atitude renovada em campo, a diferença de qualidade das equipas foi notória (dando mesmo o parcial desequilibrado de 21-8).

Ouça a entrevista de Helder Ferreira aos técnicos da partida:

  • Declarações AD Ovarense | Jorge Maia:

 

  • Declarações Sport Algés e Dafundo | Paulo Vieira:

 

No final da partida, as estatísticas traduziam perfeitamente a raça que as vareiras introduziram na segunda metade. Registaram uma vantagem de 12 ressaltos à maior, 20 turnovers da adversária a partir de 18 roubos de bola e mais de metade (40 pontos) a terem sido conquistados bem perto do cesto.

Individualmente, o grande destaque neste jogo vai para Ana Santos (23 pontos, 14 ressaltos, 5 assistências e 3 roubos de bola), sempre bem secundada pelas irmãs Raimundo, Ana (13 pontos, 8 assistências, 6 ressaltos e 5 roubos de bola) e Gabriela (12 pontos, 8 ressaltos, 6 roubos de bola e 4 assistências).

 


Fotos:  Helder Ferreira
Texto:  Helder Ferreira
Áudio: Jaime Valente

 


Opinião dos leitores

Deixa um comentário

O teu e-mail não será divulgado. Obrigatório*


AVfm

A sua nova rádio de sempre

A passar agora
TITLE
ARTIST