S. Vicente Pereira perto do céu mas desceu ao purgatório no empate com o Mealhada

Por em 07/11/2017

Antes do início da 7ª jornada do campeonato, 2 pontos era apenas o que separava o 2º classificado, S.Vicente Pereira, do 10º classificado, o Mealhada. Foi uma partida de bons e maus momentos e outras tantas emoções, todavia os adeptos que se dirigiram ao Campo Dr. Oliveira Santos, neste domingo à tarde, não deram o tempo por perdido. Os vincentinos ainda foram para o descanso com uma vantagem de 2 golos no bolso, mas no segundo tempo, o Mealhada rompeu as linhas e abriu o buraco para a repartição de pontos no final. Caso para dizer que o SVP esteve às “portas do céu” mas foi empurrado pelo Mealhada até ao purgatório. Mas antes das incidências, vamos saber a constituição de ambas as equipas…

O prof. Adriano Machado, técnico da casa, apostou em lançar para este jogo o Guarda-redes Resende; na defesa com Fonseca, Manu, Xavi e Cláudio; no meio-campo Paivinha, Litos e Nélson; e no ataque Joca, Pacheco e Renato no meio dos dois.

Quanto ao timoneiro do Mealhada, João Pedro, optou por um onze inicial com o Guarda-redes David; os defesas Freitas, Godinho, Rafa e Fredy; os centro campistas Mike, João Rosas e Jeffrey; e mais à frente com Marcos, Paulo Ribeiro e Pedro Ribeiro no centro.

O SVP entrou com tudo e logo à passagem do primeiro minuto para o segundo, nasce o primeiro golo da partida. Recuperação alta dos caseiros que colocam a bola para a corrida isolada de Pacheco que, sem apelo nem agrado, bate friamente David com uma bola rasteira à entrada da área. Ainda os motores aqueciam e já o S. Vicente estava na frente do marcador. Ainda assim, para além dos protestos dos forasteiros, ficou a nítida sensação que Pacheco estaria em posição irregular no momento do passe, mas o auxiliar do árbitro principal nada assinalou.

Não era à toa que Adriano Machado vinha para explorar as costas da defensiva com transições rápidas, e pouco tempo depois, aos 7’, dá-se um contra-ataque rápido de 3 para 2 e Nélson define mal na esquerda da área, após passe de Renato, ao rematar para o encaixe fácil do redes visitante.

Após mais algumas ameaças, o Mealhada reequilibrou o jogo e, aos 17’, Jeffrey encheu o pé à entrada da área para ver Resende a desviar, sobre a trave, um pontapé com selo de golo. Grande defesa do guardião para palmas dos seus colegas. No início do lance, os forasteiros ainda reclamaram uma mão na bola de Fonseca, mas parece ter ajuizado bem a equipa de arbitragem ao mandar prosseguir a jogada.

Após um primeiro aviso do quão mortífero era o processo de transição rápida no seu ataque aos 22’ (Pacheco não conseguiu finalizar na cara do guarda-redes perto da linha final), numa situação idêntica de arremesso lateral rápido, aos 28’, a equipa vicentina chegou ao segundo golo.  Isolaram Renato que calmamente impediu o corte do central e picou o esférico por cima do ombro de David, na saída aos seus pés. Defesa não esteve isenta de culpas ao distrair-se e descompensar-se num lançamento lateral. Um 2-0 que premiava a “matreirice” e velocidade do sector ofensivo da ARCSVP.

Já perto do final da primeira parte, aos 40’, João Rosas conseguiu ser perigoso ao atirar, com o peito do pé, para boa estirada de Resende ao seu poste direito da baliza. Bem Paulo Ribeiro na assistência para o remate.

Passados 2 minutos, ainda antes do apito para o descanso, aconteceu um duplo momento com peso para aquilo que seria o restante tempo. Tanto o guarda-redes David como o avançado Pedro Ribeiro, acabariam por se lesionar e ceder o lugar a Tomé e Renato Pinto, respectivamente. João Pedro ia para o intervalo condicionado na sua estratégia com estas duas substituições.

Terminava então uma primeira parte em que o SVP viria a lamentar algumas oportunidades desperdiçadas, que poderiam ter morto o jogo, mas em que o resultado era demasiado penalizador para o futebol praticado pelos visitantes.

No segundo tempo, os mealhadenses entraram pressionantes e o SVP foi concedendo o  jogo ao adversário ao baixar as suas linhas. Freitas, lateral direito dos forasteiros, esteve em grande plano nesta segunda parte e, aos 50´, foi galgando terreno com várias triangulações até fazer o passe final para Marcos rematar às malhas laterais da baliza dos vicentinos.

O mesmo Freitas viria a estar na origem do primeiro golo da sua equipa. Aos 55’ conquistou uma falta à entrada da área quando se preparava para romper a defesa, e do livre nasceu o tento. João Rosas, descaído para o lado direito do ataque, bate na bola com efeito e, após uma primeira boa defesa de Resende, aparece oportuno Jeffrey a fazer o desvio certeiro, na segunda vaga. Reduziu então os visitantes para 2-1, sob a apreensão de Adriano Machado e os adeptos da casa.

O Mealhada ia rodando a baliza do S. Vicente mas, de bola corrida, só sabia desperdiçar. Prova disso mesmo é o cabeceamento de Paulo Ribeiro, aos 74’, por cima da trave da baliza defendida por Resende, quando apareceu sozinho ao primeiro poste a completar cruzamento da esquerda. O guardião nada poderia fazer, limitando-se a seguir a bola com os olhos.

Com o adversário claramente por cima no jogo, o SVP limitou-se a jogar no erro do oponente, e o espelho disso mesmo era as bolas longas a partir da defesa a incitar o contra-ataque nas costas dos defesas e o remate de longe de Joca que saiu por cima a tentar aproveitar adiantamento do guarda-redes contrário.

O golo da igualdade acabaria por aparecer ao cair do pano, novamente de uma bola parada. À passagem dos 88’, livre à entrada do meio campo, junto à lateral direita, com a bola a ser bombeada ao segundo poste para, no meio da confusão, aparecer nas alturas Renato Pinto a desviar junto ao poste direito e dar uma alegria a toda a falange de apoio que veio de Mealhada. SVP novamente a revelar grandes dificuldades a conter as bolas paradas.

O autor do último golo perdeu o sorriso quando, no minuto seguinte, acabou expulso do jogo por entrada dura nas costas de Paivinha, não dando qualquer dúvidas ao árbitro principal.

Os vicentinos só “acordaram” com o golo, mas nem a subir as linhas todas e com 6’ de compensação, conseguiram impedir a divisão de pontos ao apito final.

Helder Ferreira foi o repórter da AVfm no local. Ouça as entrevistas.

Adriano Machado – Treinador do SV Pereira

 

João Pedro – Treinador do Mealhada

 

Mérito para a equipa mealhadense, que esteve sempre bem organizada e com bom toque de bola a criar várias dificuldades no controlo do jogo dos caseiros, e desalento destes últimos, por não terem capitalizado mais nas debilidades nas costas da defesa oposta.

Por último, uma palavra para a actuação da equipa de arbitragem no global. Ao contrário das outras duas equipas que contribuíram para um bom espectáculo, os elementos tiveram uma actuação bem apagada, para dizer no mínimo. Acumularam demasiados erros, de entre os quais, a título de exemplo, o excesso do uso do cartão amarelo, sobretudo para os vincentinos; o lance de fora-de-jogo do primeiro golo; descoordenação entre fiscais e árbitro principal, em que um marca penálti e o outro discorda e, em vez de continuar a prosseguir com o jogo, marca uma hipotética falta aos atacantes; expulsão do adjunto do mealhada; entre outros lances dos demais.

Na próxima jornada, a Associação Recreativa e Cultural de São Vicente Pereira desloca-se ao campo do Cucujães, num encontro que promete trazer novas dificuldades ao actual 4º classificado.

Veja a fotogaleria:

 


 

Foto: António Silva
Texto: Helder Ferreira

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