Avalanche de espetáculos a escorregar por um percurso ziguezagueante no grande final do NOVO ’17

Foi rápido, mas sabíamos que haveria de chegar o último dia da Mostra da Nova Música Portuguesa. Cinco dias já passaram de uma intensa atividade que dinamizou – e dinamitou! – muitos cantos e recantos de Ovar com o que de melhor os talentos emergentes da cena nacional têm para soltar das suas vozes e instrumentos.

À hora em que fazemos esta antevisão do grande final já aconteceu a segunda visita guiada ao centro da cidade e ainda decorre a feira de discos independentes. Duas componentes que extravasam os domínios do que acontece dentro de um palco, e que também por isso ajudam a enriquecer a Mostra.

Este sábado, os espetáculos têm início às 18h, ao sabor do experimentalismo com que os Dyslexic Project vão inundar a Casa do Povo.

De facto, seja por mera brincadeira ou não, o que a rádio AVfm preparou hoje para o público vai trocar-nos as voltas e pôr-nos a mexer como baratas tontas. Como se sabe, os espetáculos vêm ocorrendo em espaços diferentes de Ovar, sejam bares, cafés, restaurantes ou a própria sede da estação vareira no auditório da Casa do Povo. Por isso, jantem bem, mas se calhar não muito porque a partir das 21h30 ninguém vai estacionar quieto a processar a digestão!

A essa hora, Daniel Reis prepara-se para nos prender às notas que saem de um «hang», instrumento pouco convencional e que tem o artista como um dos pioneiros no seu uso em Portugal. Essa atuação vai ser no Twelve Café.

Às 22h30, está tudo de volta à Casa do Povo para ouvir Gobi Bear, projeto a solo de Diogo Pinto, vimaranense que se apresenta como one man band, cheio de folk alternativo na bagagem.

Uma hora depois, Ó Chico Bar convoca o público para esse mesmo estabelecimento, onde Dragão Inkomodo aguarda por nos encantar também com nova dose de experimentalismo.

Às 00h30, o NOVO obriga-nos mais uma vez a dar meia-volta e regressar para o local que, no fundo, é e sempre será a génese da Mostra. Será na Casa do Povo que o festival encerra com a última performance do cartaz, entregue aos Baleia Baleia Baleia, dupla composta por Manuel Molarinho e Ricardo Cabral.

Feita a antevisão, o relógio avança e aumenta aquele nervoso miudinho de quem sabe que esta aventura tão especial está prestes a chegar ao fim. Mas como não estamos cá para decretar saudade antes do tempo, lançamos o repto para que nos façam companhia mais logo e ajudem a tornar esta noite um marco especial para o NOVO, para a AVfm e para a cidade de Ovar. Até já!


Imagem: PELE Design
Texto: Ricardo Marques