A Ler É Que A Gente Se Ouve | 1 Jun 2020

Carlos Nuno Oliveira

 

 

Programa: A Ler É Que A Gente Se Ouve

De: Carlos Nuno Oliveira

Emissão: 1 Junho 2020

Descrição: Rubén A.

Nasceu a 26 de Maio de 1920 na então Praça do Rio de Janeiro (actual Príncipe Real), freguesia das Mercês, em Lisboa. Era o filho mais novo de Ruben da Silva Leitão e Gardina Andresen. Como primos do lado materno contam-se a escritora Sophia de Mello Breyner Andresen e o arquitecto João Andresen; do lado paterno o pintor Ruy Leitão.

A sua vida estudantil foi atribulada, com várias mudanças de liceu e reprovações. Aos 18 anos, em 1938, vai viajar sozinho a Berlim e Viena, ficando a conhecer a Alemanha de Hitler durante 2 meses.

Preparou-se para entrar no curso de Ciências Histórico-Filosóficas em Lisboa, tendo recebido explicações de Agostinho da Silva. Depois de ter sido reprovado na cadeira de Anatomia, desiste e muda-se para Coimbra.

Licenciou-se na Universidade de Coimbra em Ciências Histórico-Filosóficas em 1945, onde foi colega do pensador Eduardo Lourenço. Fez uma tese de licenciatura sobre os textos e correspondência inédita do rei D. Pedro V, temática que irá explorar ao longo da sua vida.

Torna-se professor de Francês num liceu. Em Setembro de 1947 parte para Inglaterra para ser leitor no departamento de português no King’s College, como bolseiro do Instituto para a Alta Cultura.

Foi professor no King’s College, em Londres de 1947 a 1952. Casou-se com Rosemary Bach, aluna do departamento no King’s College, que será mãe dos seus 4 filhos: Alexandra, Catarina, Cristóvão e Nicolau.

Em Setembro de 1950 investe o dinheiro da herança da venda da quinta do Campo Alegre, no Porto, na construção de uma casa de campo. Escolhe uma terra no Alto Minho, no lugdar de Montedor, no Carreço, com o projeto de autoria do seu primo João Andresen.

A sua obra Páginas II escandaliza Salazar, resultando na demissão de Ruben Leitão no lugar de leitorado que ocupava em Londres e no seu regresso a Lisboa.

Foi funcionário da Embaixada do Brasil em Lisboa de 1954 a 1972. Nesta data foi nomeado administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Foi igualmente director-geral dos Assuntos Culturais do Ministério da Educação e Cultura.

Nos anos 70 compra um monte perto de Estremoz, o Monte dos Pensamentos.

Divorcia-se de Rosemary e aceita o convite da Universidade de Oxford para ser docente no Saint Anthony’s College. Três dias depois de chegar a Londres, morre de ataque cardíaco. Foi enterrado em campa rasa no cemitério do Carreço; a sua campa tem um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen.

 



Publicação: Bruna Rodrigues
Foto(s): Direitos reservados




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