A Ler É Que A Gente Se Ouve | 04 Nov 2019

Carlos Nuno Oliveira

 

Programa: A Ler É Que A Gente Se Ouve

De: Carlos Nuno Oliveira

Emissão: 04 Nov 2019

Descrição: Quando o mundo avança sobre a copa de um livro, o tempo faz pausas porque é a ler que a gente se ouve. E assim começa a história.

Maria Cecília Correia (1919-1993) foi uma escritora portuguesa que ficou conhecida principalmente pela sua obra para a infância. Nasce em Viseu, passa a infância em Nelas, e completa o Liceu em Setúbal. Já em Lisboa, faz alguns trabalhos em escritórios. Nessa altura, escreve o seu primeiro conto para a infância, que publica sob pseudónimo. Nos anos que se seguiram, Maria Cecília Correia vive com o marido e a filha em Luanda. A vivência africana e a saudade de Lisboa inspiram a escrita de poesia, que Maria Cecília Correia publica pela primeira vez com o seu nome. Nessa altura, Maria Cecília Correia corresponde-se com Armando Côrtes-Rodrigues e com Cecília Meireles, e é esta que incentiva a publicação do primeiro livro de contos para a infância. Maria Cecília Correia estreia-se com um livro de contos originais, que abordam a vivência do quotidiano infantil e o mundo imaginário. Para a ilustração, Maria Cecília Correia chama a sua amiga, a artista plástica Maria Keil. Histórias da Minha Rua sai em 1953 e recebe o prémio nacional de literatura infantil Maria Amália Vaz de Carvalho. O livro seguinte, Histórias de Pretos e de Brancos (1960), segue o modelo do primeiro. A maternidade de seis crianças afasta Maria Cecília Correia do mundo da publicação. O nascimento do primeiro neto impulsiona uma nova fase, desta vez em auto-edição, com ilustração e design gráfico do filho António Cabral Castilho. Publicam Histórias do Ribeiro (1974), O Coelho Nicolau (1974), Amor Perfeito (1975), O Besouro Amarelo (1977) e Pretérito Presente (1976), este constituído por prosa poética, poesia e correspondência. Bom Dia (1977) e Manhã no Jardim (1982) saem na colecção Caracol, da Plátano Editora. Finalmente, Presença Viva (1987) é o último livro publicado. Além da obra publicada, Maria Cecília Correia participa com contos e crónicas na imprensa e na televisão; é oradora convidada em programas de formação de docentes; participa em feiras do livro e acções de promoção da literatura para a infância; é membro fundador da associação Amigos da UNICEF; vários dos seus contos estão inseridos em livros escolares. Nos últimos anos de vida, Maria Cecília Correia mantém um Diário, a partir do qual compõe volumes que oferece a amigos na altura do Natal. Faz outros volumes de prosa poética, oferecidos da mesma forma. Maria Cecília Correia fixa-se em Portugal continental no fim dos anos 50. Tem a sua última morada em Lisboa, onde morre a 13 de Dezembro de 1993.



Publicação: Catarina Pereira
Foto(s): Direitos reservados




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