A Ler É Que A Gente Se Ouve | 17 Fev 2020

Carlos Nuno Oliveira

Programa: A Ler É Que A Gente Se Ouve

De: Carlos Nuno Oliveira

Emissão: 17 Fev 2020

Descrição: Quando o mundo avança sobre a copa de um livro, o tempo faz pausas porque é a ler que a gente se ouve. E assim começa a história.

António Duarte Gomes Leal (Lisboa, 6 de junho de 1848 — 29 de janeiro de 1921) foi um poeta e crítico literário. Nasceu na praça do Rossio, freguesia da Pena, em Lisboa, filho natural de João António Gomes Leal (m. 1876), funcionário da Alfândega, e de Henriqueta Fernandina Monteiro Alves Cabral Leal. Frequentou o Curso Superior de Letras, mas não o concluiu, empregando-se como escrevente de um notário de Lisboa. Durante a sua juventude assumiu pose de poeta boémio e janota, mas, com a morte da sua mãe, em 1910, caiu na pobreza e reconverteu-se ao catolicismo. Vivia da caridade alheia, chegando a passar fome e a dormir ao relento, em bancos de jardim, como um vagabundo, tendo uma vez sido brutalmente agredido pela canalha da rua. No final da vida, Teixeira de Pascoaes e outros escritores lançaram um apelo público para que o Estado lhe atribuísse uma pensão, o que foi conseguido, apesar de diminuta. Foi um dos fundadores do jornal “O Espectro de Juvenal” (1872) e do jornal “O Século” (1880), tendo colaborado também na Gazeta de Portugal, Revolução de Setembro e Diário de notícias. Tem ainda colaboração na revista ilustrada Nova Silva (1907) e outras publicações periódicas, nomeadamente: a Revista de arte e de crítica (1878-1879), O Berro (1896), Branco e Negro (1896-1898), Brasil-Portugal(1899-1914), A Corja (1898), Galeria republicana (1882-1883), A imprensa (1885-1891), Jornal de domingo (1881-1888) A leitura (1894-1896), A Mulher (1879), As Quadras do Povo (1909), Ribaltas e Gambiarras (1881), O Thalassa (1913-1915), Argus (1907), O Xuão (1908-1910), Lusitânia (1914), Revista de turismo iniciada em 1916, no periódico O Azeitonense (1919-1920) e no jornal Miau!(1916). A sua obra insere-se nas correntes ultra-romântica, parnasiana, simbolista e decadentista. Em 1933 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o poeta dando o seu nome a uma rua na Penha de França.

 

 



Publicação: Catarina Pereira
Foto(s): Direitos reservados




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