A Ler É Que A Gente Se Ouve | 17 Mar 2018

Carlos Nuno Oliveira

 

Programa: A Ler É Que A Gente Se Ouve

Descrição: Quando o mundo avança sobre a copa de um livro, o tempo faz pausas porque é a ler que a gente se ouve. E assim começa a história.

De: Carlos Nuno Oliveira

Emissão: 17 Mar 2018

Autora da semana: Fiama Hasse Pais Brandão

Fiama Hasse Pais Brandão foi uma escritora, poetisa, dramaturga, ensaísta e tradutora portuguesa. A sua infância foi passada entre uma quinta em Carcavelos e o St. Julian’s School. Foi estudante de Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo sido um dos fundadores do Grupo de Teatro de Letras. Foi casada com Gastão Cruz. Estreou-se como autora com Em Cada Pedra Um Voo Imóvel (1957), obra que lhe valeu o Prémio Adolfo Casais Monteiro. Ganha notoriedade no meio literário com a revista/movimento Poesia 61, em que publica o texto «Morfismos». É considerada como uma das mais importantes escritoras do movimento que revolucionou a poesia nos anos 60.Foi premiada em 1996 com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. O seu livro Cenas Vivas foi distinguido em 2001 com o prémio literário do P.E.N. Clube Português. A sua actividade no teatro iniciou-se com um estágio, em 1964, no Teatro Experimental do Porto e com a frequência de um seminário de teatro de Adolfo Gutkin na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1970. Em 1974, foi um dos fundadores do Grupo Teatro Hoje, sendo a sua primeira encenadora com Mariana Pineda, de Federico García Lorca. Em 1961 recebeu o Prémio Revelação de Teatro, pela obra Os Chapéus de Chuva. É autora de várias peças de teatro. Traduziu obras de língua alemã, de língua inglesa e de língua francesa, de John Updike, Bertold Brecht, Antonin Artaud, Novalis e Anton Tchekov, entre outros. Colaborou em publicações como Seara Nova, Cadernos do Meio-Dia, Brotéria, Vértice, Plano, Colóquio-Letras, Hífen, Relâmpago, A Phala e Quadrante (revista da Faculdade de Direito de Lisboa, iniciada em 1958).

Bibliografia

1961 – «Morfismos», in Poesia 61
1967 – Barcas Novas
1970 – (Este) Rosto
1974 – Novas Visões do Passado
1976 – Homenagem à literatura
1978 – Área Branca
1978 – Melómana
1985 – Âmago I/Nova Arte
1986 – F de Fiama (antologia)
1989 – Três Rostos
1974 – O Texto de João Zorro (Obra poética)
1991 – Obra Breve (Obra poética)
1995 – Cântico maior
1996 – Epístolas e Memorando




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