Mi-Fá-Dó-Sol | 03 Abr 2019

Carlos Reis e Dino Marques

 

Programa: Mi-Fá-Dó-Sol

Descrição: Programa inteiramente dedicado ao Fado. Realizado por intérpretes do género musical, Mi-Fá-Dó-Sol foca-se na divulgação de artistas e eventos, sem deixar de lado a história e as curiosidades de tão importante património português!

De:  Carlos Reis e Dino Marques

Emissão: 03 Abr 2019

Artista em destaque: António Mourão

António Manuel Dias Pequerrucho de nome artistico António Mourão nasceu no Montijo em 3 de junho de 1935.

Foi ao cumprir o serviço militar obrigatório que a sua voz começou a dar nas vistas.
Passou a cantar, como amador, nas casas de fado de Lisboa.
Em 1964, foi contratado para a “Parreirinha de Alfama”, casa típica de Argentina Santos, onde fez a sua estreia profissional.
Depois foi contratado pelo fadista Sérgio para atuar na lisboeta casa de fados “Viela”. altura em que o seu nome era já muito rodado na Emissora Nacional.

A verdadeira notabilidade seria ganha em 1965 com a sua participação na revista E Viva o Velho!, no Teatro Maria Vitória, onde interpretou a canção “Ó Tempo Volta para Trás”, da dupla Eduardo Damas / Manuel Paião, que se tornaria num dos maiores êxitos da história da música portuguesa.
O disco viria a ultrapassar os 200 mil exemplares vendidos.

António Mourão gravou grandes èxitos como. “É sempre sucesso” (1968), “Folclore das províncias” (1970), “Meu amor, meu amor” (1971), “Se quiseres ouvir cantar” (1973), “Canto e Recanto” (1980) e “Oh razão da minha vida” (1987)
Ou temas marcantes, de fado e de folclore, como “Os Teus Olhos Negros, Negros”, “Chiquita Morena”, “Oh Vida Dá-me Outra Vida”, “Fado do Cacilheiro” ou “Varina da Madragoa”.

António Mourão tornou-se num cantor muito popular, pelo que, de forma natural, percorreu todo o país e chegou a cantar em vários palcos no estrangeiro, em países como Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Venezuela, África do Sul, França e Alemanha.
Voltaria à revista várias vezes, em peças como Ó Zé aperta o Cinto ou Não Há Nada Para Ninguém.

O cantor foi um dos primeiros portugueses a gravar sucessos de Amália Rodrigues, nomeadamente “Maria Lisboa”, com letra de David Mourão-Ferreira e música de Alain Oulman . “Não há fado sem verdade” (1989) foi o último trabalho gravado por António Mourão, após ter feito uma digressão pelo estrangeiro para cantar para as comunidades portuguesas.

Centrando-se numa certa desilusão com o meio musical português, António Mourão acabou por se retirar, quase por completo, da vida artística e do convívio social nos anos 90, apesar de ser acarinhado pelo público e ter recebido muitos prémios.[
Uma das facetas menos conhecida de António Mourão é a de autor, tendo escrito algumas letras que interpretou, nomeadamente “Aquilo que canto é fado”, com música do maestro Ferrer Trindade.

O fadista António Mourão morreu em 18 Outubro de 2013, com 78 anos, na Casa do Artista, em Lisboa.

Playlist:

Antonio Mourão – A Severa (Ó Tempo Volta Para Trás)
Antonio Mourão – Os Teus Olhos Negros, Negros
Antonio Mourão – Varina Da Madragoa
Antonio Mourão – Oh Vida Dá-me Outra Vida
Antonio Mourão – Coração Bom Irmão
António Mourão – Dá Tempo ao Tempo
Antonio Mourão – Bruxa De Pinho
António Mourão – Fadista Louco
Antonio Mourão – Maria De Alfama
António Mourão – Menina tenha Cuidado
Antonio Mourão – O Meu Nome é Ninguem
Antonio Mourão – Rapsódia De Fados
António Mourão – Mãe
Antonio Mourão – Quem Eu Quero Não Me Quer
António Mourão – Que povo e este que povo
António Mourão – O Fado de Antigamente
António Mourão – Tantos anos
António Mourão – Tem, Tem




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