Mi-Fá-Dó-Sol | 05 Ago2020

Carlos Reis e Dino Marques

 

 

Programa: Mi-Fá-Dó-Sol

De:  Carlos Reis e Dino Marques

Emissão: 05 Agosto 2020

Descrição: Programa inteiramente dedicado ao Fado. Realizado por intérpretes do género musical, Mi-Fá-Dó-Sol foca-se na divulgação de artistas e eventos, sem deixar de lado a história e as curiosidades de tão importante património português!

Destaque: Fados de Coimbra

Luís Fernando de Sousa Pires de Goes nasceu em Coimbra a 5 de Janeiro de 1933 – e faleceu em Mafra em 18 de Setembro de 2012 foi um médico e músico português. Cantor e compositor, conhecido pelo seu nome artístico como Luiz Goes, é considerado um dos expoentes máximos da canção de Coimbra.
Por influência de seu tio paterno Armando do Carmo Goes, figura destacada da Canção de Coimbra, cedo começou a interpretá-la, e, aos 19 anos, a convite de António Brojo, gravou o seu primeiro disco.

No final da década de 1950, formou o Coimbra Quintet, com os músicos António Portugal, Jorge Godinho, Manuel Pepe e Levi Baptista, gravando o álbum Serenata de Coimbra, que “é ainda hoje o disco português mais vendido”, segundo Manuel Alegre Portugal.
Em 1958 licencia-se em Medicina, na Universidade de Coimbra e exerceu a profissão de médico-estomatologista até à sua reforma, em 2003.
De 1963 a 1965 prestou serviço militar na Guiné como Alferes Miliciano Médico.
Foi autor de 25 canções estróficas e 18 baladas. Do seu reportório fazem parte canções como “Balada do mar”, “É preciso acreditar”, “Cantiga para quem sonha”, “Só” ou “Toada beirã”.

Foi condecorado com a Ordem do Infante Dom Henrique, no grau de Grande Oficial em 9 de junho de 1994, com a Medalha de Ouro da cidade de Coimbra em 4 de Julho de 1998, com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Cascais e com o Prémio Amália Rodrigues 2005, na categoria Fado de Coimbra.

Machado Soares
Cantor, letrista e compositor português, Fernando Machado Soares nasceu a 3 de setembro de 1930, em S. Roque do Pico (Açores). É uma das maiores vozes do fado ou canção de Coimbra, autor da célebre “Balada da Despedida”, celebrizada pelo verso «Coimbra tem mais encanto…».
Descobriu a sua vocação musical apenas em Coimbra, para onde foi estudar Direito nos anos 50.

Integrou-se num grupo histórico de fados e guitarradas, que incluía Zeca Afonso, Luiz Goes, Fernando Rolim, Florêncio de Carvalho, António Brojo, António Portugal, entre outros e destacou-se, não só como intérprete e guitarrista, mas também como compositor, tendo sido essencial para o desenvolvimento da canção daquela cidade e para os percursos de notáveis cantores como José Afonso e Adriano Correria de Oliveira.
Foi colaborador dedicado dos organismos académicos, tendo representado a universidade no Brasil e em África na década de 1950 e, mais tarde, também nos Estados Unidos.
Esteve na base de uma das mais importantes gravações da história da música coimbrã, o Coimbra Quintet. De resto, estava previsto ser ele a dar a voz ao grupo. Contudo, faltou à sessão de gravação, pelo que foi substituído, à última da hora, por Luiz Goes.
Uma certa irregularidade pautou inicialmente a sua carreira. Apesar de muito solicitado, Machado Soares fazia questão de só cantar quando lhe apetecesse.

Formou-se em 1958 e seguiu a carreira de magistrado e, nessa altura, ao contrário do que muitos esperavam, dedicou-se com maior fervor à música, em constantes visitas a Coimbra, tendo então convivido com José Niza, Fernando Gomes Alves, Manuel Pepe e Francisco Bandeira Mateus.
Quando foi transferido para o Tribunal de Almada, passou a atuar nas casas de fado de Lisboa, sobretudo no Sr. Vinho, restaurante de Maria da Fé.

Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira nasceu na cidade do Porto em 9 de Abril de 1942 e faleceu na Freguesia de Avintes em 16 de Outubro de 1982 foi um músico português, intérprete da canção de Coimbra e cantor de intervenção.
Criado numa família profundamente católica, a infância de Adriano Correia de Oliveira é marcada pelo ambiente que descreverá mais tarde como «marcadamente rural, entre videiras, cães domésticos e belas alamedas arborizadas com vista para o rio Douro».

Depois de concluir os estudos secundários, no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, Adriano Correia de Oliveira matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1959.
Durante os anos passados em Coimbra, tem uma intensíssima participação no meio cultural e desportivo ligado à academia.
Viveu na Real República Ras-Teparta, foi solista no Orfeon Académico, membro do Grupo Universitário de Danças e Cantares, ator no CITAC, guitarrista no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica e jogador de voleibol na Briosa.

Na década de 1960 adere ao Partido Comunista Português, envolvendo-se nas greves académicas de 62, contra o salazarismo. Nesse ano foi candidato à Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo MUD.

Data de 1963 o seu primeiro EP, Fados de Coimbra. Acompanhado por António Portugal e Rui Pato, o álbum continha a interpretação de Trova do vento que passa, poema de Manuel Alegre, que se tornaria uma espécie de hino da resistência dos estudantes à ditadura.

Em 1967 gravou o álbum Adriano Correia de Oliveira, que, entre outras canções, tinha Canção com lágrimas.
Chamado a cumprir o Serviço Militar, em 1967, Adriano Correia de Oliveira ficaria a uma disciplina de se formar em Direito.

Em 1970, já licenciado, decide trocar Coimbra por Lisboa, e vai exercer funções no Gabinete de Imprensa da FIL – Feira Industrial de Lisboa, até 1974.
Ainda em 1969 vê editado o álbum O Canto e as Armas, revelando, de novo, vários poemas de Manuel Alegre. Pela sua obra recebe, no mesmo ano, o Prémio Pozal Domingues.

 

Playlist:
Luís Goes, António Portugal & Quinteto de Coimbra – Cantares do Penedo
Luís Goes, António Portugal & Quinteto de Coimbra – Canção Açoreana
Fernando Machado Soares – Vira De Coimbra (Popular)
Fernando Machado Soares – Santa Clara
Adriano Correia De Oliveira – Trova do vento que passa nº 2
Adriano Correia De Oliveira – Trova do Vento que Passa
Adriano Correia De Oliveira – Lágrima de preta
Coimbra de Edmundo Bettencourt – Fado da Sugestão
Coimbra de Edmundo Bettencourt – Fado dos Olhos Claros
Augusto Hilário da Costa Alves – Fado Hilário
Alberto Ribeiro – Coimbra
Fernando Rolim – Sonhar Contigo o Coimbra
Valdemar Vigário – Samaritana
Fernando Rolim – Balada Da Despedida



Publicação:
Bruna Rodrigues
Foto(s): Direitos reservados




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