Mi-Fá-Dó-Sol | 09 Out 2019

Carlos Reis e Dino Marques

 

Programa: Mi-Fá-Dó-Sol

De:  Carlos Reis e Dino Marques

Emissão: 09 Out 2019

Descrição: Programa inteiramente dedicado ao Fado. Realizado por intérpretes do género musical, Mi-Fá-Dó-Sol foca-se na divulgação de artistas e eventos, sem deixar de lado a história e as curiosidades de tão importante património português!

Destaque: João Braga

João de Oliveira e Costa Braga conhecido como João Braga nasce em Lisboa, na antiga Rua da Creche, (hoje Rua José Dias Coelho), em Alcântara, no dia 15 de Abril de 1945, quando a Segunda Guerra Mundial está prestes a terminar.
Oriundo de uma família de três irmãos, João Braga faz os primeiros estudos no Colégio São João de Brito onde, por curiosidade, canta pela primeira vez em público, a solo, aos nove anos de idade, (1954), aquando da inauguração da cripta da igreja do colégio.

Curiosamente rende-se ao rock´n´roll, jazz e bossa-nova, no limiar da sua adolescência, que ouve pela primeira vez em casa do pai de um amigo. A partir de então, cada vez mais rendido, começa a adquirir gravações destes géneros musicais: “…estavam a criar, na minha opinião, a música mais bonita do séc. XX que é o bossa-nova e então só pela descrição daquilo (…) parti o meu mealheiro e dei-lhe as minhas economias para ele trazer aquilo tudo em discos de bossa-nova”, confidenciou em entrevista.
Entre 1963 e 1967, (ano em que se profissionaliza), João Braga desenvolve uma intensa atividade como amador, num processo muito rico de experiências e conhecimentos que passam por casas como a Tipoia e a Adega Machado, ambas em Lisboa sendo no Tipoia que conhece Manuel de Almeida e Maria da Fé),

Também participa em inúmeras festas de beneficência e outras “fadistices.
Em Março de 1964 tem a sua primeira prova de fogo fadista na Tertúlia da Festa Brava. Conhece Alfredo Marceneiro, Lucília do Carmo, Teresa Tarouca e ainda os poetas Manuel de Andrade e João Fezas-Vital.
Ainda em 1964 inaugura, em Junho, o Estribo Club (Birre-Cascais) como casa de Fados, em parceria com Francisco Stoffell, mudando-se ambos para o bar Cartola também em Cascais, em Novembro do mesmo ano.

Em 1965 recebe o seu primeiro cachet  (mil escudos) nas Festas de Nossa Senhora do Castelo, em Coruche. Conhece Carlos Ramos, João Ferreira Rosa e Carlos do Carmo. É convidado a cantar, juntamente com Teresa Tarouca e António de Mello Corrêa, na festa dos 50 anos de toureio de mestre João Branco Núncio.
Em 1966 abandona os estudos de Direito, que iniciara na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para, como o próprio confessa, começar a “cantar o Fado” no Galito, já que até aí cantara “a muitas outras músicas” (Sinatra, Roy Orbison, Nat “King” Cole, Aznavour, Elvis, Beatles, Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes, Ray Charles, e tantos outros.

É também nesse ano que Alfredo Marceneiro, à mesa da casa de fados Tipoia, lhe dita a glosa de Carlos Conde É Tão Bom Ser Pequenino, que João Braga viria a gravar em dezembro do mesmo ano no seu primeiro disco, com o titulo “É Tão Bom Cantar o Fado”, que sairá para o mercado em Janeiro de 1967.
Em Abril de 1966, João Ferreira-Rosa inaugura a Taverna do Embuçado, e João Braga passa a cantar aí diariamente, começando a alcançar uma maior projeção pública. Nesse ano conhece uma das suas principais referências; “Amália Rodrigues” de quem um dia ele disse: “Amália era um ser humano raríssimo e apaixonante…”.

Playlist:
João Braga – A História do Simão
João Braga – Prece
João Braga – Minha cor
João Braga – O Fado de Cada Um
João Braga – Fado do Estudante
João Braga – Na rua do silencio
João Braga – Fado da carta
João Braga – Biografia do fado
João Braga – Fado da Cigana
João Braga – Adeus Mouraria
João Braga – Há Palavras Que Nos Beijam
João Braga – Arraial
Joao Braga – Suplica
João Braga – Volta de Fados

 



Publicação:
Catarina Pereira
Foto(s): Direitos reservados




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