II Edição do «Maio do Azulejo» em Ovar

Por em 31/05/2018

O mês de maio ficou marcado, pelo segundo ano consecutivo, pela promoção de algo muito valioso e com muita história para os vareiros: o azulejo. Este evento denominado «Maio do Azulejo» foi direcionado para vários públicos, tendo uma componente turística, artística, lúdica e patrimonial. Ao longo do mês, os interessados puderam assistir a visitas guiadas, exposições, oficinas, debates, educação patrimonial a ainda visitas a monumentos importantes que enriquecem o concelho e que nos realçam esta arte de fazer azulejo.

A abertura oficial do evento foi no dia 4 de maio com o projeto «SOS AZULEJO», na Praça da República. Segundo Alexandre Rosas, Vereador da Cultura da «Câmara Municipal de Ovar», a iniciativa já nos fez «ganhar alguns prémios». Abrange todos os níveis de ensino a nível nacional e pretende alertar e sensibilizar para a importância do património azulejar português. As crianças marcaram a sua presença e o Presidente da Câmara, Salvador Malheiro recebeu-as de forma bastante descontraída e carinhosa.

 

 

De dia 4 até ao último dia do mês pudemos contemplar uma exposição abrangida pelo projeto «SOS Azulejo Escolas», na Praça da República. Esta partiu de um desafio proposto às escolas do concelho em que teriam de decorar um prato cerâmico de forma livre e criativa.

Alexandre Rosas, afirma na entrevista que deu à AVFM, que este projeto «é um trabalho que vamos fazendo com as nossas crianças, é uma semente que vamos lançando para que daqui a uns anos nos ajudem a todos a preservar aquilo que é nosso e deles também».

Durante este mesmo período esteve em exibição na Rua Alexandre Herculano, a exposição de Pedro Lopes denominada «Simetrias Triviais». Pedro é vareiro e fotografa monumentos do concelho, reconstruindo-os e dando origem a novos padrões geométricos, representados em azulejo de uma forma dinâmica e apelativa.

 

 

De 2 a 9 de maio decorreu a primeira oficina na «Escola de Artes e Ofícios», orientada por técnicos do «Atelier de Conservação e Restauro ao Azulejo de Ovar» Foi uma oficina de criação de novos azulejos, que resultaram em novos padrões. Os produtos finais desta oficina foram expostos de 14 a 31 de maio na Rua Alexandre Herculano.

Dia 12 e 19 de maio decorreram duas oficinas teóricas. A primeira pretendia mostrar a história, os materiais e as técnicas tradicionais de pintura. A segunda, orientada por Teresa Freire, pretendia dar a conhecer a história, os materiais e técnicas tradicionais de produção de estuques decorativos, muito usados na decoração interior dos edifícios do século XIX/XX.

 

Fotos:«Câmara Municipal de Ovar»

No que toca a atividades lúdicas, foram feitas duas no dia 6 de maio, para marcar o «Dia Nacional do Azulejo». A primeira atividade foi o «Jogo Vai Passear», que permite descobrir o azulejo em Ovar, seja de bicicleta ou a pé. A outra atividade consistiu num passeio orientado de 5 km pelas ruas da cidade, por técnicos dos Serviços de Desporto e Turismo da «Câmara Municipal de Ovar».

No dia 10 de maio houve uma sessão de esclarecimento às 21h, na «Escola de Artes e Ofícios» que abordou os mecanismos de financiamento e incentivos à reabilitação urbana. Esta sessão contou com a participação de entidades externas.

 

 

Quanto às visitas guiadas, foram feitas três durante esta II edição do «Maio do Azulejo». Começaram no dia 5, em Válega, com a visita à Igreja Matriz, ao Cemitério e à Capela de Nossa Senhora de Entreáguas. Não esquecer que a Igreja de Válega é uma verdadeira obra-prima da arte da pintura do azulejo e uma das igrejas mais deslumbrantes de Portugal, com a sua fachada colorida.

 

Fotos:«Câmara Municipal de Ovar»

No dia 6 de maio, a visita foi à Igreja Matriz de Ovar, ao Museu de Arte Sacra e ao Centro Urbano de Ovar.

Dia 4, foram feitas visitas guiadas para o público mais pequeno, em âmbito escolar.

De 5 a 26 de maio, das 15 às 17h, a visita ao interior das fachadas azulejares de Ovar foi feita por Paulo Paiva Fonseca.

Como pudemos ver, o programa foi rico, diversificado e promoveu, por mais um ano, uma arte e relíquia marcante na cidade que se tornou conhecida pela «Cidade do Azulejo».

 


 

Fotos: António Dias
Texto: Catarina Santos
Áudio: Jaime Valente
 

 

 

 

 

 

 


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