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10.000 operações em 6 meses é novo recorde do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga

Escrito por em 21/07/2022

O Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV), sediado no Hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, que agrega os Hospitais de Oliveira de Azeméis e de São João da Madeira, bateu o recorde da sua atividade cirúrgica desde a sua implementação, em 1999. Estas unidades hospitalares realizaram, durante o primeiro semestre deste ano, mais de 10.000 cirurgias.

Em igual período de 2021, o CHEDV já tinha atingindo uma boa meta, com os profissionais de saúde a empenhar grandes esforços para recuperar os atrasos provocados pela pandemia Covid-19, tendo realizado 9.854 intervenções cirúrgicas. No ano anterior, 2020, apenas foi possível realizar 13.511 durante todo o ano. Em 2019, antes das restrições nos acessos aos hospitais, foram efetuadas 14.743.

Nunca antes se tinha registado tanta atividade dos blocos operatórios num período de seis meses. De janeiro a junho de 2022, inclusive, foram operados no CHEDV 10.171 doentes, nas 8 especialidades disponíveis nos três hospitais. Comparando com igual período do ano passado, foram intervencionados mais 317 utentes (crescimento de 3,2%), numa altura em que duas salas de bloco operatório estiveram encerradas durante dois meses para total reabilitação e reequipamento.

Na cirurgia convencional que implica internamento, foram intervencionados 3.275 doentes (aumento de 2,6%) e na intervenção de ambulatório, quando a admissão e alta do doente ocorrem no mesmo dia, os restantes 6.896 (crescimento de 3,5%). As especialidades cirúrgicas que mais receberam utentes para operações foram Cirurgia Geral, Ginecologia, Ortopedia e Oftalmologia, representando 80% da atividade.

O grupo hospitalar adiantou ter uma lista de espera com cerca de 5.800 doentes, com uma média de espera a ultrapassar os dois meses e meio, que caracteriza como performance positiva, com 91% dos inscritos plenamente dentro dos tempos máximos de resposta garantidos.

A Lista de Inscritos para Cirurgias está controlada devido ao elevado nível de produção das equipas médicas, mesmo numa altura em que esta tem aumentado com a entrada de novos doentes, devido ao crescimento das consultas médicas que a instituição está a realizar.

Miguel Paiva, Presidente do Conselho de Administração do CHEDV, reconhece que os resultados positivos são “fruto do empenho e dedicação das equipas das várias especialidades”. Mencionando a dedicação de cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, técnicos de diagnóstico, assistentes operacionais, entre outros, o Diretor mencionou que a prática de estratégias de gestão dos blocos operatórios têm permitido uma utilização mais intensiva dos mesmos e a redução dos tempos de turnover.

Salientou que a cirurgia de ambulatório tem trazido ganhos para a instituição, que deixa de depender tanto das camas de internamento, como para os doentes que regressam ao conforto da sua casa no próprio dia da intervenção.

Segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o CHEDV assegura que 98% das cirurgias passíveis de ser realizadas em ambulatório o são efetivamente. Esse fator, coloca o grupo hospitalar como o que tem a melhor performance entre os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) da sua dimensão.

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Fotos: Direitos Reservados
Texto: Irina Silva

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