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Arrendamento de casas em Portugal aumentou 20%

Escrito por em 28/05/2026

A procura por casas para arrendar em Portugal aumentou 20% no primeiro trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano anterior, num contexto em que as rendas registaram uma descida média de 2,7%. Segundo uma análise divulgada pelo idealista, cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 24 contactos durante os primeiros três meses do ano, revelando uma forte pressão sobre a oferta disponível no mercado habitacional.

“Os dados revelam que a procura por casas para arrendar continua bastante acima da oferta disponível em várias zonas do país. A pressão sobre o mercado mantém-se elevada, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde continua a existir forte competição entre famílias por cada casa anunciada”, afirma Ruben Marques, porta-voz do idealista.

Entre as capitais de distrito, Leiria destacou-se como a cidade com maior pressão da procura, com uma média de 31 contactos por anúncio, seguida de Santarém (29), Faro (27) e Beja e Castelo Branco, ambas com 26 contactos. Lisboa registou 21 contactos por anúncio, enquanto o Porto apresentou uma média de 20. No extremo oposto, Guarda e Vila Real foram as cidades com menor pressão da procura, ambas com 12 contactos por imóvel disponível para arrendamento.

O Porto foi a cidade onde a procura mais cresceu face ao primeiro trimestre de 2025, registando um aumento de 82% no número médio de contactos por anúncio. Também Beja (30%), Coimbra (27%), Lisboa (24%) e Leiria (15%) apresentaram subidas significativas. Em sentido contrário, Vila Real liderou as descidas da procura, com uma quebra de 33%, seguida da Guarda (-25%), Évora e Santarém (-24%).

Ao nível distrital, Setúbal registou a maior média de contactos por anúncio no país, com 30 contactos por casa, seguido de Lisboa (27), Bragança e Portalegre (23). O distrito do Porto voltou igualmente a destacar-se pelo crescimento da procura, com uma subida de 57% face ao mesmo período do ano anterior, enquanto Lisboa cresceu 23% e Coimbra 17%.

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Os dados agora divulgados reforçam os sinais de desequilíbrio estrutural no mercado de arrendamento em Portugal. Apesar da ligeira descida das rendas no arranque de 2026, a procura continua elevada em várias regiões do país, refletindo a dificuldade persistente de acesso à habitação e a forte competição entre famílias por cada imóvel colocado no mercado.


Foto: Direitos Reservados
Texto: Raquel Monteiro

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