GNR alerta que a maioria dos incêndios não são intencionais e resultam de falhas humanas
Escrito por AVfm em 24/04/2026
A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 59 pessoas pelo crime de incêndio rural até 17 de abril de 2026, revelando um cenário preocupante quanto às causas destes episódios.
De acordo com os dados divulgados, 57 das detenções estão associadas a comportamentos negligentes no uso do fogo, sobretudo durante queimas e queimadas de sobrantes mal executadas.
A informação, recolhida no âmbito da atuação do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), evidencia que a maioria dos incêndios continua a resultar de falhas humanas evitáveis, e não de ações intencionais. Até 15 de abril, a área ardida em Portugal atingiu os 7 675,30 hectares, reforçando a gravidade da situação.
Das 59 detenções, 3 foram realizadas no distrito de Aveiro. O ranking é liderado por Braga e Vila Real, com 14 detidos cada, seguindo-se Leiria com 10.
No âmbito da “Operação Floresta Segura 2026”, a GNR já sinalizou 7 664 terrenos para limpeza obrigatória. Desses, 366 situam-se no distrito aveirense.
A GNR sublinha que a floresta representa mais de um terço do território nacional, sendo um recurso estratégico essencial à sustentabilidade ambiental e económica do país. Nesse sentido, as autoridades apelam à responsabilidade individual, destacando a importância do cumprimento das normas legais.
Entre as principais recomendações estão o registo prévio ou autorização para realização de queimadas, a não utilização do fogo em condições meteorológicas adversas e a garantia de extinção total das queimas. Está também disponível a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), para denúncias ou esclarecimentos.
A GNR assegura que continuará a reforçar a vigilância e a atuar de forma rigorosa na prevenção e combate a comportamentos de risco.
AVfm 



