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Pelo meio de um tumulto, Ovarense DV caiu em clássico com a UD Oliveirense

Escrito por em 15/11/2017

Quem assistiu ao encontro de sexta-feira à noite, na arena Dolce Vita, certamente não estaria a espera de um desfecho final tão contundente. Num clássico do basquetebol nacional, com a sua dose de rivalidade à mistura, a UD Oliveirense era a clara favorita à entrada para este jogo. Mas a Ovarense DV cobrou bem esse favoritismo e, na maior parte do tempo, esteve à altura do desafio.
No final, o resultado estabeleceu-se num 83-97 que pouco expressou a qualidade de jogo, de parte a parte, que imperou na sua grande maioria, até ao momento em que os juízes decidiram ser protagonistas. Mas antes de avançarmos para os momentos da partida, vamos às constituições de ambas as equipas…
Nuno Manarte, após a saída de Marquis Vance, viu-se obrigado a reordenar o 5 base da Ovarense, entrando com Will Perry, Kyle Anderson, João Grosso, André Pinto e João Fernandes (JP).
Já o congénito Norberto Alves, optou por entrar no início do encontro com João Abreu, João Balseiro, Arnette Hallman, Travante Williams e Eric Coleman.

No primeiro período foram os visitantes a dar o mote para aquilo que seria grande parte do seu jogo. Dois lançamentos exteriores com conta, peso e medida, e a Ovarense viu-se obrigada a reagir rapidamente à desvantagem.
Apoiada na inspiração individual de Will Perry, nunca desvaneceu; não deixando a UDO destacar-se irremediavelmente. Continuou agressiva nas incursões para debaixo do cesto e, mesmo quando a bola não entrava directamente, conseguia conquistar as faltas necessárias para amealhar mais uns pontinhos a partir da “linha da caridade”.

No entanto, o resultado do parcial de 24-32 não desmentia o maior acerto do tiro exterior dos forasteiros, que muito complicou a vida da defensiva vareira.

O segundo período seria o melhor para a equipa da casa, sobretudo no capítulo defensivo, e o único favorável aos alvinegros.
Depois da conversão de um único lance-livre pela Oliveirense, os anfitriões conseguiram um período de 11 pontos consecutivos, que levou mesmo Noberto Alves a perder a tranquilidade, pedindo rapidamente um desconto técnico.
A ODV cerrou bem as fileiras, conduzindo os adversários a alguns turnovers, e foi agressiva em busca de quebrar a linha defensiva, sustentada por uma boa circulação de bola e movimentação dos jogadores entre espaços.
Jermel Kennedy, na sua estreia oficial, saiu do banco bem energético, catalisando positivamente a reacção da formação vareira.
Até ao descanso, com uma excelente prestação de ambas as equipas, e várias trocas de liderança no marcador, o resultado acabaria por estabelecer-se numa ligeira liderança da Oliveirense por 46-49.

As contas da 1ª parte revelavam um equilíbrio entre as equipas, com a eficácia no lançamento (Ovarense com 44,4% e Oliveirense com 55,6%) e os 10 triplos da UDO a pender a balança a seu favor. Já a Ovarense, dada a sua agressividade, manteve-se competitiva ao converter 18 lances livres no primeiro tempo.

No reatar da segunda metade, a estória não foi diferente até mais de meio do 3º período, onde aí, outra equipa decidiu assumir protagonismo e remexer com os pesos da balança.
De forma alguma este foi um jogo conseguido pela equipa da arbitragem. Demasiados erros acumulados, demasiado tempo parado na consulta à mesa, exclusões e “não exclusões”, enfim… um pouco de tudo se viu… Tanta controvérsia junto dos bancos e da mesa do jogo acabaria por resultar na “saída” antecipada de Nuno Manarte para os balneários, ao ser expulso pela equipa de arbitragem.
Quem saiu forte deste tumulto todo foram mesmo os visitantes, que tiveram o melhor período do jogo ao concretizar 12 pontos sem resposta, muito catapultados pelo acumular dos erros dos caseiros com múltiplos Turnovers, já sem o seu técnico principal no banco. Esses pontos acabaram mesmo por ser decisivos para o desfecho final, fechando o resultado de 62-73 no final do terceiro período.

O último período seria de mera gestão para a UDO, em que aproveitou para amealhar mais um ponto aqui e outro acolá, sem nunca permitir uma verdadeira “nova” reacção dos vareiros.
No final, o resultado de 83-97 traduzia mal a dificuldade que os visitantes sentiram em grande parte do jogo.
As estatísticas finais permitiam vislumbrar o equilíbrio entre ambas as equipas, mas o maior acerto da Oliveirense (52,5% no lançamento e sobretudo 50% nos triplos com 16 concretizações) aliado ao maior número de pontos a partir de turnovers (21 pontos) e a a partir de jogadores vindos do banco (32 pontos), acabou por ser capital para a vitória dos forasteiros.
Já na análise individual, João Balseiro (20 pontos, 6 triplos), Arnette Hallman (15 pontos, 10 ressaltos, 2 roubos de bola) e Eric Coleman (12 pontos, 2 desarmes de lançamento, 3 ressaltos), foram o maior destaque para o lado da Oliveirense. Do lado de cá, houve uma excelente prestação de Will Perry em todo o jogo (28 pontos, 60% de eficácia, 5 triplos), bem secundado por Kyle Anderson (18 pontos, 3 ressaltos, 3 assistências) e João Grosso (13 pontos, 6 ressaltos, 2 assistências).

Helder Ferreira foi o repórter da AVfm no local. Ouça as entrevistas aos técnicos:

Manuel Sona – Treinador Adjunto da Ovarense DV

 

Norberto Alves – Treinador da UD Oliveirense

 

A Ovarense Dolce Vita tem pela frente 2 deslocações complicadas, ao defrontar já nesta quarta-feira o Vitória SC, em jornada em atraso, e depois o invicto SL Benfica no próximo fim-de-semana.

Veja a fotogaleria:

 


Fotos: Helder Ferreira
Texto: Helder Ferreira

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