SL Benfica acelerou para a vitória frente à AD Ovarense no segundo tempo

Por em 24/11/2017

A AD Ovarense, que ainda não tinha conseguido encontrar o rumo das vitórias, encontrava-se numa boa posição para repetir a façanha da época passada frente a um SL Benfica intermitente, mas acabou por comprometer tudo com uma segunda parte sem inspiração.

À entrada para o jogo de domingo, na Arena Dolce Vita, a ADO tinha acumulado 6 derrotas nos 6 jogos inaugurais e ocupava a 11ª (penúltima) posição na tabela. O SLB viajou para Ovar apenas com 2 vitórias e 4 derrotas na bagagem, à procura de recuperar lugares e o seu orgulho; ao subir na tabela.

No final o resultado com o parcial de 51 x 74, era uma parca imagem de uma primeira parte equilibrada mas que a Ovarense não soube aprimorar ou até replicar no segundo tempo.

Vamos conhecer as constituições iniciais antes de avançarmos com a análise da partida…

Com o regresso de Alison Bouman à Ovarense, Jorge Maia, técnico vareiro, decidiu alinhar de início com Gabriela e Ana Raimundo, Ana Santos, Mikaela Shaw e a própria Alison.

Do lado das encarnadas, André Cardoso chamou para o 5 inicial os nomes de Joana Ramos, Catarina Neves, Mariana Silva, Ladondra Johnson e Telma Fernandes.

Os dois primeiros períodos, sobretudo o segundo; seriam de bastante equilíbrio entre as equipas. A ADO esteve mais assertiva do que a adversária e estava a explorar bem o seu jogo interior frente às lisboetas, conquistando 18 dos 26 pontos já na área restritiva. Para além disso, o trabalho e agressividade defensiva das vareiras estavam a ser recompensados, como demonstra bem a eficácia de 35,1% nos lançamentos das lisboetas.

As duas grandes âncoras para a vantagem das visitantes ao intervalo foram o poderio físico das atletas, que as fez conquistar 10 ressaltos ofensivos traduzidos em 8 pontos em segundas vagas no ataque, aliado ao maior recheio no banco que lhes trouxe 12 pontos de atletas chamadas ao jogo.

No geral, a imagem de equilíbrio estava bem expressa nos parciais dos primeiros períodos (10 x 15 e 16 x 16) e acreditava-se no pavilhão que haveria uma real possibilidade das vareiras conquistarem a primeira vitória no campeonato.

Até ao descanso, destacavam-se as atletas Gabriela Raimundo (7 pontos, 2 ressaltos) e Alison Bouman (6 pontos, 9 ressaltos) pelas ovarenses e, pelas visitantes, Filipa Bernardeco e Mariana Silva (ambas com 8 pontos).

 

No segundo tempo, até meio do 3º período, houve a nítida noção na Arena Dolce Vita de que a reviravolta era possível quando o marcador assinalava uma diferença de 4 pontos entre as equipas e se assistia Mikaela Shaw a querer dar um ar da sua graça pelas anfitriãs. Mas, na verdade, tudo mudaria a partir dessa altura…

As lisboetas começaram a ser mais agressivas na defesa, provocando mais turnovers nas adversárias, e movimentaram-se melhor no ataque; com e sem bola, ganhando muitas vezes espaço para os seus tiros de meia distância, que começaram finalmente a terminar no cesto com maior facilidade…

Tudo isso fez as visitantes acrescentar um ponto aqui e outro ali, dilatando a diferença no marcador, até fecharem o terceiro período com a vantagem de 39 x 48.

No último período tudo se agravaria ainda mais. Com as vareiras a perder cada vez mais a confiança, começaram a acumular erros infantis. O lançamento raramente caía para o seu lado e a defesa já não conseguia conter a boa movimentação e confiança acrescida das atiradoras contrárias. Até reposições laterais começavam a ser entregues directamente para as mãos das adversárias… o descalabro total da formação alvinegra.

O parcial de 12 x 26 do último período era a plena imagem do descontrolo de uma equipa desmotivada pelos fracos resultados e pouco confiante nas suas reais capacidades…

Num jogo com tudo para a redenção da ADO, acabaram por ser as visitantes a receber a tónica para o volte-face, numa época até agora decepcionante.

Os 20 turnovers das vareiras e os 14 roubos de bola das lisboetas; nas contas finais, foram o expoente máximo da desconcentração das da casa, que nunca se conseguiram encontrar em grande parte do segundo tempo.

A maior luz, numa exibição enevoada, acabaria mesmo por ser a de Mikaela Shaw que converteu 18 dos seus 22 pontos na segunda parte, para além dos seus 7 ressaltos finais.

Já nas encarnadas, o esforço colectivo foi premiado com a divisão do protagonismo entre as jogadoras. Dejza James (16 pontos, 8 ressaltos), Ladondra Johnson (14 pontos, 12 ressaltos), Filipa Bernardeco (12 pontos, 9 assistências) e Catarina Neves (13 pontos, 7 roubos de bola) foram alguns dos exemplos da excelente contribuição colectiva.

Helder Ferreira foi o repórter da AVfm no local. Ouça as entrevistas aos técnicos:

Jorge Maia – Treinador da AD Ovarense

 

André Cardoso – Treinador do SL Benfica

 

Na próxima jornada, domingo, o calendário é matreiro e as meninas da AD Ovarense irão receber o GDESSA-Barreiro, actual líder e campeão em título, num jogo que se antevê não ser o ideal para a reviravolta da má fase… A ver vamos se a maior surpresa está ou não reservada para o próximo fim-de-semana!

Veja a fotogaleria:

 


Fotos: António Silva
Texto: Helder Ferreira

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