Ovar mostrou Carnavais de Portugal no desfile de abertura

Por em 25/01/2018

Se há coisa que o Carnaval de Ovar tem é tradição. Fortemente enraizada nas suas gentes. Não deixa de ser curioso que, ao mesmo tempo; a «Vitamina da Alegria» é sinónimo de inovação. Seja na programação, nas alegorias, nas técnicas ou nos materiais usados; esta é uma tradição que não teme a mudança. E que não poucas vezes tira partido dela para se projetar. Sem perder identidade, já que ela está presente em cada um de nós. Por cá respira-se um Carnaval maduro e consciente do seu valor. Talvez por essa razão, ao invés de tentarmos vender a ideia de que somos os melhores, muito mais facilmente se compreende que somos únicos. Assim como os outros!…

A esmagadora maioria dos vareiros nunca tinha assistido a nenhum outro desfile de Carnaval que não o nosso. Tirando aquilo que nos vai chegando pelas televisões de outros Carnavais, o contacto com uma fantasia forasteira que fosse estava, até ao passado Sábado, fora das experiências das gentes da nossa terra. Tudo mudou com a decisão que a Câmara Municipal de Ovar tomou, ao convidar para a abertura oficial da «Vitamina da Alegria» Carnavais de todo o País a integrar um desfile que pudesse, de alguma forma, mostrar o que se faz por outras paragens.

Foram lançados convites a 17 regiões onde se vive o Carnaval. Uma dezena de convidados aceitou vir a Ovar participar numa iniciativa que se anunciava como pioneira e que por isso mesmo se revestia de contornos de aventura. Por razões de logística, 2 dessas confirmações acabariam por não poder vir até nós. Assim, no passado Sábado, Ovar foi não só a cidade com um dos melhores Carnavais do País; como aquela que abriu as portas do seu reino da folia a outras gentes, vivências, tradições e experiências. E que bem que o soube fazer, a julgar pelos testemunhos que recolhemos no final do desfile!

Representantes de Alcobaça, Figueira da Foz, Estarreja, Loures, Mira, S. Pedro do Sul, Vinhais e Lazarim chegaram a Ovar sem saber muito bem o que os esperava. Foram recebidos pelo Executivo Municipal no Centro de Arte de Ovar com aquele formalismo descontraído que o Carnaval exige. Visitaram a Aldeia do Carnaval, conviveram com foliões vareiros e participaram num jantar onde não faltou animação. Interagiram com os anfitriões, mas também entre si. Possivelmente fizeram-se mesmo novas amizades. E a «Vitamina da Alegria» deu um passo (dos grandes) adiante no que toca a um caminho que é preciso percorrer para que o nosso País possa fazer da época do Carnaval uma oferta turística de qualidade e com a visibilidade que já merece. Uma oferta com qualidade e variedade. Agora também sem rivalidades ocas e desnecessárias!

O desfile chegou a estar ameaçado pela chuva que resolveu aparecer ao início da noite, lembrando mais uma vez que são as condições climatéricas o fator de risco da nossa festa maior. Com tudo pronto para acontecer, esse imponderável poderia ter deitado fora os esforços desenvolvidos até então. Esse e um outro que, mesmo à boca do arranque do desfile chamou a atenção dos presentes: uma ameaça de incêndio num prédio junto à saída do Mercado Municipal felizmente não passou de um falso alarme e os nossos soldados da paz rapidamente desimpediram a Avenida Ferreira de Castro para a saída dos foliões. A parada haveria de contornar o Jardim do Cáster e descer em direção ao parque de estacionamento da Senhora da Graça. Pelo caminho encontrou as ruas cheias de gente. Pessoas com vontade de Carnaval, que interagiram com os visitantes de tal forma que não restaram dúvidas de que a «Vitamina da Alegria» há muito contaminou os vareiros. Pelo caminho, os nossos grupos a assistir e a ajudar à festa. Na parada aquilo que temos de mais tradicional: a «Banda do Lau» com as marchinhas de sempre, os nossos «gigantones» e a presença das bandeiras dos verdadeiros obreiros do nosso Carnaval. E, claro, D. João «o afetuoso» e D. Ângela «a raríssima». Uma presença qb, que a noite era de mostra dos que nos visitavam e não de «engolir» as cerca de 300 pessoas que vieram até nós com o nosso «fator casa»…

O desfile terminou no parque da Senhora da Graça, em jeito de arruada. Aí estava tudo preparado para um momento de alguma forma emocionante. Na presença de todos os participantes no desfile e de muito público, à «Banda do Lau» juntaram-se os «Preto no Branco» e a magia aconteceu. «Não há Carnaval igual ao de Ovar», o refrão forte do Hino da «Vitamina da Alegria» foi acompanhado de um belíssimo fogo de artifício que surgiu do telhado do Centro de Arte. Estava aberto o reino da folia que, até ao próximo dia 13 de Fevereiro será pródigo em eventos, numa programação ambiciosa e variada; onde seguramente todos os vareiros e os milhares que nos visitarão encontrarão facilmente momentos com os quais se possam identificar.

Era tempo de Jaime Valente recolher testemunhos, na reportagem que se segue:

  • Alcobaça | Inês Silva:

 

  • Figueira da Foz | Paulo Gonçalves:

 

  • Loures | António Pombinho:

 

  • Mira | José Moreira:

 

  • S. Pedro do Sul | Celso Almeida:

 

  • Vinhais | Tozé:

 

  • Lazarim | Lurdes Silva:

 

  • Câmara Municipal de Ovar | Alexandre Rosas:

 

Deixamos ainda uma fotogaleria do desfile:

 

 


Fotos: Diogo Marques
Texto:  Jaime Valente
Áudio: Jaime Valente


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