Celebrações dos 44 anos do 25 de abril, em Ovar

Por em 26/04/2018

Quarenta e quatro anos depois da Revolução dos Cravos, a data é assinalada no concelho com comemorações que tiveram início no dia 22. Este dia foi assinalado por uma corrida popular, que começou e terminou na «Avenida da Barrinha», em Esmoriz.

Dia 25 foi um dia bastante preenchido. As comemorações tiveram início pelas 9h15 com a Guarda de Honra pelas Corporações de Bombeiros do Concelho e o hastear das Bandeiras. De seguida, decorreu a Sessão Solene, na qual intervieram as principais figuras políticas do concelho.

Como habitual, foi dada a palavra a um representante de cada partido.

Do CDS, Fernando Almeida destacou a figura do General Ramalho Eanes e questiona «que democracia é esta em que quem rouba uma peça de fruta no supermercado é detido e quem rouba milhões continua a viver tranquilamente como se nada de errado tivesse feito?».

 

Carlos Ramos, representante do CDU, garante que os comunistas pretendem continuar este caminho «sempre junto ao povo e aos seus trabalhadores».

 

Violeta Ferreira discursa pelo Bloco de Esquerda, afirmando que «aos poucos apaga-se o abril“». Reforça que «é urgente desenvolver a capacidade de escrutínio e de avaliação do desempenho das instituições democrática».

 

Frederico Lemos, do Partido Socialista, apela a uma reflexão sobre qual o papel que um presidente da Câmara deve ter e, consequentemente, que tipo de presidente merece o nosso concelho. Aponta críticas e falhas na governação e estratégias para o desenvolvimento do município.

 

No PSD, Manuel Reis garante que um dos problemas que enfrentamos na atualidade prende-se com o facto de nos termos tornado «cada vez mais uma sociedade agarrada aos seus direitos e displicente com os seus deveres».

 

Por último, discursaram os presidentes da Câmara e da  Assembleia Municipal, Salvador Malheiro e Pedro Cruz.

Salvador Malheiro garante no seu discurso que o concelho adquiriu uma democracia «madura, participativa, responsável e construtiva». No entanto, refere que «muito falta ainda fazer  (…) e  os desafios são imensos».

 

Pedro Cruz, realça o papel de José Macedo Fragateiro «que foi membro da nossa comunidade, cuja vida foi marcada pela luta pela liberdade de viver, pela liberdade de pensar».

 

O dia continuou. Pelas 10h, teve lugar a manhã infantil, no Jardim Cáster promovida pela «Comissão Promotora das Comemorações do 25 de abril».

Depois de uma visita à Manhã Infantil, o presidente da «Câmara Municipal de Ovar» consignou a empreitada de Beneficiação da Rua Família Regalado e Rua dos Calafates em Ovar. A recuperação deste espaço permitirá atrair mais pessoas àquele local, tornando-o mais apelativo para quem reside nos edifícios que se desenvolvem nas imediações.

Por volta das 12h, foi consignada, na Sra. de Entreáguas -Válega, a empreitada de Águas Residuais do Sistema de Válega – S. Vicente de Pereira, pelo presidente da AdRA– «Águas da Região de Aveiro», Fernando Vasconcelos. A empreitada, concedida pela AdRA pelo valor de 1,95 milhões de euros, vai abranger a da Regedoura, S. João de Válega, Seixo e Candosa.

Às 14h30, começou o «4º Encontro Literários para os Mais Novos Leitores», intitulado «Grandes invisíveis», no Parque Ambiental do Buçaquinho, em Esmoriz/Cortegaça.  A abertura esteve a cargo do presidente da «Câmara Municipal de Ovar» e dos presidentes das juntas de freguesia locais.
De seguida, puderam assistir à atuação dos «Tocándar», e à dinamização das oficinas de percussão e de caricatura. A 4ª edição do “Gigantes Invisíveis” decorreu até ao dia 30 de abril.

O dia terminou com a inauguração do Polidesportivo da Ponte Nova, em S. João de Ovar. Após esta inauguração, a «Câmara Municipal de Ovar» pretende estabelecer um protocolo com a «Associação Recreativa e Cultural da Ponte Nova» para a gestão do novo equipamento desportivo, de modo a que este esteja ao dispor da população.

 

Fique com o registo fotográfico da Guarda de Honra e da Sessão Solene:

 

Dia 26, terminaram as comemorações deste 44º aniversário do 25 de abril com o espetáculo «Pendiente de Voto» do catalão Roger Bernat. Este espetáculo  ficou marcado pela diferença, uma vez que o «Centro de Arte de Ovar» foi transformado num parlamento e o protagonista foi o próprio público, que teve de expressar a sua opinião numa série de questões através do voto.

 

 


Ligações úteis

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Fotos: António Dias
Texto: Catarina Santos
Áudio: Jaime Valente
 

 


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