Vitorino no Centro de Arte com o espetáculo «O amor é cego e vê”

Por em 01/06/2018

Vitorino é um dos grandes nomes da música portuguesa. Conheceu Zeca Afonso, de quem se tornou amigo, quando estava a fazer a recruta no Algarve. Ficou-se por Lisboa a partir dos 20 anos. Em 1968 entrou para o Curso de Belas Artes. Emigrado em França, estudou pintura e, para sobreviver, lavou pratos em restaurantes. Foi em Paris que um amigo lhe disse que se ganhava mais a cantar na rua ou no metro do que a lavar pratos. Daí em diante, largou os pratos e agarrou na guitarra. Também em Paris juntou-se a Sérgio Godinho e José Mário Branco, igualmente emigrados. Colaborou em discos de José Afonso, Coro dos Tribunais, e Fausto. Atuou no célebre concerto de Março de 1974, «I Encontro da Canção Portuguesa», que decorreu no «Coliseu dos Recreios». Lançou nesse ano o seu primeiro single: «Morra Quem Não Tem Amores».

Participou no disco «Cantigas de Ida e Volta» conjuntamente com outros nomes como Fausto, Sheila e Sérgio Godinho.

Em 1975, estreou com o seu primeiro disco que incluía uma das canções mais importantes do imaginário português: «Menina estás à janela». No álbum «Semear Salsa ao Reguinho», aparecem ainda canções como «Cantiga d’um Marginal do séc. XIX», «A primavera do Outono», «Cantiga de Uma Greve de Verão» e «Morra Quem Não Tem Amores». Desde esses tempos que nunca mais parou, deixando à nossa disposição uma grande obra musical.

Hoje, este grande músico presenteou o povo vareiro com um magnífico e surpreendente concerto, acompanhado pelos pianistas Filipe Raposo e João Paulo Esteves da Silva.

Antes do concerto, a AVfm esteve à conversa com Vitorino:

 

 

Vitorino prometeu surpresas, como cantar em inglês, fugindo da sua zona de conforto.

Pode agora ouvir parte do espetáculo:

 

 

Fique com o registo fotográfico deste grande concerto:

 


 

Fotos: António Dias
Texto: Catarina Santos
Áudio: Jaime Valente

 


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